SAÚDE DIGITAL E ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: INTEGRAÇÃO ENTRE PET-SAÚDE E RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE COLETIVA
Relato de experiência sobre a integração de dados digitais para estratificação de risco clínico e social de gestantes na Atenção Primária à Saúde (APS) em Crato-CE. O projeto uniu alunos de diversos cursos (Medicina, Enfermagem, Sistemas de Informação) e residentes para digitalizar e cruzar dados do e-SUS e prontuários, visando melhorar a vigilância e o planejamento do cuidado.
Ideia de startup ou produto
Desenvolvimento de uma SaaS de 'Gestão de Risco Territorial para APS' que integre via API com o e-SUS, utilizando algoritmos para cruzar dados clínicos e sociais automaticamente, gerando mapas de calor e listas de prioridade para visitas de ACS.
Aplicações práticas
Implementação de protocolos de digitalização em unidades básicas de saúde (UBS), uso de estratificação de risco para alocação eficiente de recursos (visitas domiciliares, consultas) e metodologia de educação permanente interprofissional.
Potencial de mercado
Moderado a Alto. Existe uma demanda reprimida no setor público (B2G) por soluções de baixo custo que organizem o caos de dados da APS e transformem o e-SUS em ferramenta de gestão inteligente, além de potencial para consultorias em capacitação de equipes.
Problema abordado
Fragmentação dos dados de saúde na APS, dificuldade em cruzar informações clínicas com vulnerabilidade social de forma ágil e a falta de integração entre o ensino acadêmico e a realidade dos serviços de saúde para gestão de dados.
Metodologia
Estudo descritivo de relato de experiência (outubro a dezembro de 2025) com coleta de dados de 10 gestantes. Utilização de planilhas para organizar dados socioeconômicos, ambientais e clínicos extraídos de prontuários, registros de ACS e e-SUS, seguidos de oficinas quinzenais para análise compartilhada e territorialização.
Principais descobertas
Predominância de baixo risco gestacional (60%) e baixa vulnerabilidade social (80%), porém com identificação de casos de alto risco que necessitam atenção prioritária. A digitalização permitiu uma visão territorial integrada, facilitando a busca ativa e o planejamento local.
Quem, com quem,
e pra quê
Parceria entre o IFCE (competência em dados e software) e a Secretaria de Saúde de Crato (ou outras cidades do Cariri) para validar e escalar a metodologia, com possibilidade de envolvimento de empresas de Healthtech locais.
4 direções estratégicas identificadas
- Startup
Plataforma de Estratificação de Risco para e-SUS
Sistema plug-and-play para municípios que organiza os dados do e-SUS em dashboards de risco clínico e social, automatizando a triagem de pacientes prioritários.
Impacto alto · Healthtech - Política Pública
Programa de Alfabetização em Dados para ACS
Capacitação de Agentes Comunitários de Saúde para coleta estruturada de dados digitais e uso de tablets/smartphones para alimentar sistemas de inteligência territorial.
Impacto médio · Govtech - Parceria
Núcleo de Inovação em Saúde Digital (IFCE x Saúde)
Laboratório de incubação onde alunos de TI e Saúde desenvolvem soluções piloto para os problemas reais levantados pela Residência Multiprofissional.
Impacto médio · Ciência de Dados - Produto Corporativo
Módulo de Inteligência Territorial para Prontuários Eletrônicos
Incorporação de algoritmos de estratificação de risco em softwares de prontuário eletrônico já comercializados para clínicas e secretarias municipais.
Impacto baixo · Software