Inteligência ArtificialUFC8 de julho de 2026

Tecnologias digitais no cuidado de feridas: revisão de escopo

Revisão de escopo da UFC que mapeia o uso de tecnologias digitais (apps, IA, curativos inteligentes) no cuidado de feridas, identificando alta eficiência na mensuração e classificação tecidual, com potencial de transformar a prática clínica no SUS e no setor privado.

Inovação7/10
Aplicabilidade9/10
Potencial econômico8/10
MaturidadeMédia

Ideia de startup ou produto

Desenvolvimento de um SaaS B2B focado em 'Wound Care as a Service' que utiliza visão computacional (via celular) para triagem automática de feridas em Home Care, gerando relatórios clínicos para médicos e enfermeiros.

Aplicações práticas

Mensuração digital automatizada de lesões, monitoramento remoto (telemedicina), documentação clínica padronizada e suporte à decisão terapêutica para profissionais de saúde.

Potencial de mercado

Alto, impulsionado pelo aumento de doenças crônicas (como diabetes) que exigem cuidado contínuo de feridas. A tecnologia reduz custos com deslocamentos e materiais, além de escalar o atendimento via telemedicina.

Problema abordado

Ineficiência, subjetividade e alto custo no processo manual de mensuração, classificação e monitoramento de feridas, que muitas vezes resulta em tratamentos prolongados e erros na avaliação da evolução clínica.

Metodologia

Revisão de escopo seguindo recomendações do JBI, analisando 30 estudos publicados entre 2015 e 2025 em bases nacionais, internacionais e literatura cinzenta, focando em funcionalidades e aplicações clínicas.

Principais descobertas

Predominância de aplicativos móveis, algoritmos de IA e curativos inteligentes. A IA alcançou acurácia superior a 85% na classificação de tecidos, enquanto aplicativos de mensuração apresentaram erro metrológico de apenas 2%. O foco atual é no desenvolvimento e validação em ambientes ambulatoriais e hospitalares.

Abstract originalIdioma e formato da publicação de origem

Objetivo: mapear os tipos de tecnologias digitais utilizadas no cuidado de pessoas com feridas bem como suas funcionalidades e aplicações clínicas. Métodos: trata-se de uma revisão de escopo, conduzida por meio de buscas em bases de dados nacionais, internacionais e na literatura cinzenta. Foram incluídas publicações no período entre 2015 e 2025. A seleção e extração dos dados seguiram as recomendações metodológicas do JBI. Resultados: foram incluídos 30 estudos, com predominância de aplicativos móveis, algoritmos de inteligência artificial e curativos inteligentes. Os estudos relataram redução no tempo de mensuração das lesões, acurácia superior a 85% na classificação tecidual por inteligência artificial e erro metrológico aproximado de 2% em aplicativos de mensuração digital. Predominaram estudos de desenvolvimento e validação tecnológica, especialmente em contextos ambulatoriais e hospitalares. Conclusão: aplicativos móveis, algoritmos de inteligência artificial, plataformas digitais e curativos inteligentes constituíram as principais tecnologias digitais identificadas no cuidado de feridas, com aplicações voltadas principalmente à mensuração, monitoramento, documentação clínica e suporte à decisão. Contribuição para a prática: a integração tecnológica no Sistema Único de Saúde e setor privado exige planejamento estrutural, capacitação profissional, indicadores econômico-clínicos e articulação intersetorial para garantir um cuidado eficiente, sustentável e equitativo.

Matéria para leigosVersão editorial para divulgação pública

Para leigos: Tecnologia e inteligência artificial no tratamento de feridas

O cenário atual

O cuidado de pessoas com feridas está passando por transformações com o uso de ferramentas digitais. O cenário atual aponta para a necessidade de integrar essas tecnologias tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto no setor privado, visando modernizar a prática clínica.

O que os pesquisadores fizeram

Os pesquisadores realizaram uma revisão de escopo para mapear as tecnologias digitais usadas nesse tipo de cuidado. O trabalho analisou publicações entre 2015 e 2025. A busca foi feita em bases de dados nacionais, internacionais e na literatura cinzenta. Foram incluídos 30 estudos, seguindo recomendações metodológicas do JBI.

Como funciona na prática

O estudo identificou quatro tipos principais de tecnologias: aplicativos móveis, algoritmos de inteligência artificial, plataformas digitais e curativos inteligentes. Essas ferramentas são aplicadas principalmente para:

  • Mensuração das lesões.
  • Monitoramento do paciente.
  • Documentação clínica.
  • Suporte à tomada de decisão.

A maioria dos estudos analisados focou no desenvolvimento e validação dessas tecnologias em ambientes ambulatoriais e hospitalares.

Resultados e evidência

A revisão mostrou resultados promissores quanto à eficiência das ferramentas:

  • Houve redução no tempo necessário para mensurar as lesões.
  • A inteligência artificial alcançou acurácia superior a 85% na classificação dos tecidos das feridas.
  • Os aplicativos de mensuração digital apresentaram um erro metrológico aproximado de 2%.

Implicações práticas

Para que essas inovações sejam efetivamente incorporadas à saúde, o estudo destaca que não basta apenas adquirir a tecnologia. É necessário um planejamento estrutural. Isso inclui capacitação profissional, criação de indicadores econômico-clínicos e articulação entre diferentes setores. O objetivo é garantir que o cuidado seja eficiente, sustentável e equitativo.

Limitações e próximos passos

O paper não detalha limitações específicas da metodologia da revisão utilizada. Em relação aos próximos passos práticos, os autores ressaltam que a integração tecnológica depende de ações estratégicas de gestão e educação profissional para que os benefícios identificados nos estudos sejam alcançados na realidade do sistema de saúde.

Quem são os pesquisadoresPerfil destilado da equipe por trás do paper

Quem são os pesquisadores

A pesquisa foi desenvolvida por um grupo de autores vinculados à Universidade Federal do Ceará (UFC). Os nomes citados no trabalho são:

  • Tiago Araújo Monteiro
  • Aurilene Lima da Silva
  • Isaque Lima de Farias
  • Jairla Sousa Marcelino
  • Fabiane do Amaral Gubert
  • Viviane Mamede Vasconcelos Cavalcante
  • Manuela de Mendonça Figueirêdo Coelho

O paper não detalha a formação específica, titulações acadêmicas ou trajetória profissional prévia dos autores. O grupo foi responsável pela condução desta revisão de escopo sobre o uso de tecnologias digitais no cuidado de feridas.

Leitura para gestão públicaComo esta pesquisa pode virar política

Implementação de protocolos digitais de cuidado de feridas na Atenção Básica do SUS, utilizando aplicativos validados para padronizar o tratamento e reduzir amputações em pacientes diabéticos no Ceará.

Quem, com quem,
e pra quê

Parceria entre a UFC e empresas de HealthTech para validação clínica de algoritmos de IA em hospitais universitários, utilizando a infraestrutura de pesquisa para refinar datasets reais brasileiros.

4 direções estratégicas identificadas

  1. Startup

    Plataforma de Telemonitoramento de Feridas com IA

    Startup focada em um app mobile que usa IA para medir e classificar feridas a partir de fotos, facilitando o acompanhamento remoto por enfermeiros.

    Impacto alto · Healthtech
  2. Política Pública

    Digitalização do Protocolo de Tratamento de Lesões

    Adoção governamental de tecnologias de mensuração digital para padronizar o atendimento em feridas crônicas na rede pública de saúde.

    Impacto alto · Govtech
  3. Parceria

    Validação Clínica e Dataset de Imagens

    Cooperação técnico-científica entre UFC e startups de IA para validação de algoritmos e criação de um banco de imagens de feridas contextualizado à população brasileira.

    Impacto médio · Ciência de Dados
  4. Produto Corporativo

    Curativos Inteligentes Conectados

    Desenvolvimento corporativo de curativos com sensores IoT que integram dados a plataformas digitais para monitoramento em tempo real.

    Impacto médio · Automação