TelecomUnifor7 de julho de 2026

IMPLEMENTAÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: IMPACTOS NA QUALIDADE ASSISTENCIAL, SEGURANÇA DO PACIENTE E EFICIÊNCIA DA GESTÃO EM SAÚDE

Revisão integrativa sobre a implementação do Prontuário Eletrônico (PE) na Atenção Primária à Saúde (APS) no contexto do SUS. O estudo confirma o PE como ferramenta estratégica para modernização, evidenciando ganhos na continuidade do cuidado e gestão, mas destaca barreiras críticas como interoperabilidade, infraestrutura e capacitação.

Inovação6/10
Aplicabilidade9/10
Potencial econômico8/10
MaturidadeMédia

Ideia de startup ou produto

Startup SaaS B2B focada em 'Prontuário Eletrônico Leve e Interoperável' para pequenos e médios municípios. Solução mobile-first com modo offline para áreas com baixa conectividade, interface simplificada para agentes de saúde e APIs padronizadas para integração com sistemas do Ministério da Saúde.

Aplicações práticas

Desenvolvimento de módulos de PE integráveis para Unidades Básicas de Saúde; criação de protocolos de treinamento digital para profissionais; implementação de camadas de interoperabilidade para conectar dados municipais e estaduais.

Potencial de mercado

Alto. A demanda por soluções de Healthtech no setor público brasileiro é crescente, impulsionada pela necessidade de modernização do SUS e editais de fomento à digitalização. Há espaço para softwares de gestão clínica focados em simplicidade e integração.

Problema abordado

A necessidade de avaliar os efeitos reais da digitalização na APS, focando na resolução de gargalos de qualidade assistencial, segurança do paciente e eficiência gerencial, diante da fragmentação de dados e deficiências tecnológicas atuais.

Metodologia

Revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, BVS, SciELO e CAPES, cobrindo publicações de 2021 a 2025, com análise qualitativa de 5 estudos selecionados.

Principais descobertas

O PE fortalece a tomada de decisão baseada em evidências e a organização clínica. Contudo, a falta de interoperabilidade entre sistemas, infraestrutura deficiente e baixa governança de dados são os principais obstáculos para a máxima eficácia na gestão pública de saúde.

Abstract originalIdioma e formato da publicação de origem

O prontuário eletrônico na Atenção Primária à Saúde (APS) é uma das mais importantes iniciativas de transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS), voltada para melhorar a assistência, aumentar a segurança do paciente e otimizar a gestão dos serviços. Este estudo teve como finalidade avaliar os efeitos da adoção do prontuário eletrônico na APS, especialmente em relação à qualidade do atendimento, à segurança do paciente e à eficiência na gestão da saúde. Esta é uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Portal de Periódicos CAPES, incluindo publicações entre 2021 e 2025. Cinco estudos que se encaixaram nos critérios de elegibilidade foram selecionados, e seus achados indicaram que o prontuário eletrônico apoia a continuidade do cuidado, aprimora a organização das informações clínicas, fortalece a tomada de decisão baseada em evidências e melhora os processos gerenciais. Contudo, ainda existem obstáculos a serem superados em relação à interoperabilidade dos sistemas, à infraestrutura tecnológica, à formação dos profissionais e à governança da informação. O prontuário eletrônico é uma ferramenta estratégica para a modernização da APS, exigindo investimentos constantes em tecnologia, capacitação profissional e integração dos sistemas.

Matéria para leigosVersão editorial para divulgação pública

Para leigos: Prontuário eletrônico na Atenção Básica: o que diz a ciência sobre seus impactos

O cenário atual

O prontuário eletrônico é uma das principais iniciativas de transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS), especificamente na Atenção Primária à Saúde (APS). A introdução dessa tecnologia busca modernizar a rede básica, visando melhorar a assistência prestada, aumentar a segurança do paciente e otimizar a gestão dos serviços de saúde.

O que os pesquisadores fizeram

Os pesquisadores realizaram uma revisão integrativa da literatura para avaliar os efeitos da adoção do prontuário eletrônico na APS. A busca foi feita em bases de dados relevantes como PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Portal de Periódicos CAPES. O estudo analisou publicações lançadas entre 2021 e 2025, selecionando cinco estudos que atendiam aos critérios de elegibilidade.

Como funciona na prática

Na prática, o sistema digitaliza os registros de saúde antes feitos em papel. O estudo indica que essa ferramenta apoia a continuidade do cuidado, permitindo que o histórico do paciente seja acessado de forma integrada. Ele também aprimora a organização das informações clínicas, facilitando o acesso aos dados pelos profissionais de saúde.

Resultados e evidência

A análise dos cinco estudos selecionados mostrou evidências positivas. O uso do prontuário eletrônico fortalece a tomada de decisão baseada em evidências, pois os dados estão mais estruturados. Além disso, a tecnologia demonstrou melhorar os processos gerenciais dentro das unidades de saúde, contribuindo para uma administração mais eficiente.

Implicações práticas

O trabalho conclui que o prontuário eletrônico é uma ferramenta estratégica para a modernização da Atenção Primária. Para que seus benefícios sejam plenamente alcançados, o estudo aponta a necessidade de investimentos constantes. Esses recursos devem ser direcionados para tecnologia, capacitação profissional e integração dos sistemas de informação.

Limitações e próximos passos

Apesar dos benefícios, o paper destaca que ainda existem obstáculos a serem superados. Entre as principais dificuldades estão a interoperabilidade dos sistemas (a capacidade de diferentes sistemas conversarem entre si), a infraestrutura tecnológica disponível, a formação dos profissionais de saúde e a governança da informação. O estudo não detalha como esses desafios serão resolvidos, apenas que eles são barreiras identificadas na literatura.

Quem são os pesquisadoresPerfil destilado da equipe por trás do paper

Quem são os pesquisadores

O estudo foi desenvolvido por um grupo de autores vinculado à Universidade de Fortaleza (UNIFOR). A equipe é composta por: Luis Eufrásio Farias Neto, Ana Eliselma Furtado Silva, Everton Nogueira de Souza, Thaisa Caetano Leite, Adriana Gomes Pereira, Núbia Paula Borges Vasconcelos, Mattheus Silva Assunção Queiroz, Ingridy Tayane Gonçalves Pires Fernandes, Antonia Germana Araujo Martins e Fátima Alanna Albuquerque Rodrigues. O paper não detalha as formações acadêmicas específicas, títulos ou trajetórias profissionais individuais dos autores, além de sua afiliação institucional e participação nesta revisão integrativa.

Leitura para gestão públicaComo esta pesquisa pode virar política

Subsidiar políticas estaduais de Saúde Digital no Ceará, estabelecendo mandatos de interoperabilidade para compras públicas de software de saúde e criando programas de capacitação contínua digital para servidores da APS.

Quem, com quem,
e pra quê

Parceria entre UNIFOR (departamentos de saúde e computação) e empresas locais de tecnologia para validar protótipos de interfaces de PE em UBSs piloto, utilizando a pesquisa para calibrar a usabilidade e necessidade de treinamento.

3 direções estratégicas identificadas

  1. Startup

    Interoperable APS EHR

    Plataforma de prontuário eletrônico desenhada para a realidade da atenção primária, focada em resolver gargalos de interoperabilidade e usabilidade em municípios do Ceará.

    Impacto alto · Healthtech
  2. Política Pública

    Programa de Capacitação Digital em APS

    Política pública estadual para treinamento massivo de profissionais de saúde no uso de dados e sistemas PE, baseada nas lacunas de formação identificadas no estudo.

    Impacto alto · Govtech
  3. Parceria

    R&D em Governança de Dados de Saúde

    Projeto colaborativo entre universidade e setor privado para desenvolver modelos de governança de dados que resolvam a fragmentação de informações no SUS.

    Impacto médio · Ciência de Dados