EdtechUFCSimulação Clínica22 de dezembro de 2025

CENÁRIOS DE SIMULAÇÃO CLÍNICA EM ENFERMAGEM PEDIÁTRICA: REVISÃO DE ESCOPO

Este estudo apresenta uma revisão de escopo sobre cenários de simulação clínica em enfermagem pediátrica, identificando 30 estudos relevantes que demonstram o impacto significativo das simulações realísticas na formação de profissionais de saúde. A pesquisa destaca a diferença entre simulações in situ (hospitalares) e as realizadas em ambientes universitários, recomendando a integração dessas práticas na educação de enfermeiros.

Inovação6/10
Aplicabilidade8/10
Potencial econômico7/10
MaturidadeMédia

Ideia de startup ou produto

Plataforma digital com cenários realistas de simulação em enfermagem pediátrica, incluindo casos clínicos interativos, monitoramento de desempenho e feedback em tempo real, alinhada às diretrizes curriculares.

Aplicações práticas

Integração de simulações realistas na grade curricular de enfermagem e na educação permanente, desenvolvimento de centros de simulação hospitalares e universitários, e criação de plataformas digitais para gestão de cenários de simulação.

Potencial de mercado

Mercado significativo na área de saúde e educação, com demanda crescente por soluções de simulação médica. Potencial para desenvolvimento de software especializado, centros de treinamento e plataformas educacionais.

Problema abordado

Formação inadequada de enfermeiros para lidar com situações clínicas complexas em pediatria, resultando em profissionais menos preparados para emergências e procedimentos específicos.

Metodologia

Revisão de escopo seguindo as recomendações do Joanna Briggs Institute e o checklist PRISMA-ScR. Utilização de quatro bases de dados eletrônicas e três bases de literatura cinzenta, com organização e análise narrativa dos dados.

Principais descobertas

Cenários de simulação focados em prática clínica são predominantes, com diferença na implementação: artigos acadêmicos utilizam simulações in situ no ambiente hospitalar, enquanto a literatura cinzenta realiza simulações em centros universitários. As simulações realísticas demonstram impacto positivo na formação de profissionais de saúde.

Abstract originalIdioma e formato da publicação de origem

Objetivou-se, neste estudo, mapear os cenários de simulação clínica em Enfermagem Pediátrica disponíveis na literatura. Trata-se de uma Revisão de Escopo que seguiu as etapas recomendadas pelo Joanna Briggs Institute e o checklist PRISMA-ScR. Foram utilizadas quatro bases de dados eletrônicas e três bases da literatura cinzenta. Os dados foram inseridos no software Rayyan e, posteriormente, organizados em uma planilha e submetidos à análise narrativa. Foram identificados 838 estudos no total, sendo 57 duplicados. Após a leitura de títulos e resumos, 71 estudos foram selecionados para a leitura completa. Por fim, 30 estudos foram selecionados para a amostra final. Observou-se que os cenários de simulações, tanto nas pesquisas dos artigos como nos estudos da literatura cinzenta eram, em sua maioria, voltados para a prática clínica, com o diferencial de que os artigos utilizaram simulações in situ no ambiente hospitalar e os estudos da literatura cinzenta realizaram as simulações em centros de simulações em ambientes universitários. Nesse sentido, percebeu-se o impacto significativo das simulações realísticas na formação de profissionais de saúde e recomenda-se que essa proposta de simulação realística seja utilizada em outros cenários clínicos e, principalmente, inserida na grade curricular e na educação permanente de enfermeiros.

Matéria para leigosVersão editorial para divulgação pública

Para leigos: Aprendendo com simulações: como a tecnologia está transformando a formação de enfermeiros pediátricos

O cenário atual

Na área de saúde, especialmente em enfermagem pediátrica, a formação de profissionais enfrenta desafios significativos. O cuidado de crianças exige habilidades específicas, sabedoria clínica e capacidade de tomar decisões rápidas em situações complexas. Tradicionalmente, a formação era baseada principalmente na observação e na prática direta com pacientes, o que pode limitar as experiências de aprendizado e expor pacientes a profissionais em treinamento.

O que os pesquisadores fizeram

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram uma ampla revisão científica para mapear todos os cenários de simulação clínica em enfermagem pediátrica disponíveis na literatura. Eles seguiram metodologia rigorosa recomendada pelo Joanna Briggs Institute e utilizaram o checklist PRISMA-ScR para garantir a qualidade do estudo.

Os pesquisadores consultaram quatro bases de dados eletrônicas e três bases de literatura cinzenta (como teses, dissertações e relatórios não publicados em periódicos). Para organizar os milhares de estudos encontrados, utilizaram o software Rayyan, que é uma ferramenta especializada para auxiliar na seleção de estudos em revisões sistemáticas. Após identificar 838 estudos inicialmente, eliminaram 57 duplicatas. Dos restantes, selecionaram 71 para leitura completa e, finalmente, 30 estudos compuseram a amostra final para análise.

Como funciona na prática

A simulação clínica em enfermagem pediátrica é um método de ensino que utiliza cenários realistas para simular situações clínicas que profissionais de saúde podem enfrentar no cuidado de crianças. Essas simulações podem ocorrer em diferentes ambientes:

  1. Simulações in situ - Realizadas diretamente no ambiente hospitalar, permitindo que os profissionais treinem no local onde trabalharão, conhecendo os recursos, equipamentos e dinâmicas específicas do ambiente real.

  2. Simulações em centros de simulação - Realizadas em centros universitários equipados com alta fidelidade, onde são criados cenários que imitam as condições reais, mas em um ambiente controlado e seguro para aprendizado.

Durante as simulações, os profissionais podem praticar habilidades técnicas, como procedimentos invasivos, e também desenvolver competências comunicacionais, tomada de decisão e trabalho em equipe. O uso de bonecos simuladores avançados, que imitam reações fisiológicas de crianças, permite a repetição dos cenários quantas vezes necessário para o domínio das habilidades.

Resultados e evidência

A análise dos 30 estudos selecionados revelou que a maioria dos cenários de simulação (tanto na literatura acadêmica quanto na cinzenta) está focada na prática clínica. Os pesquisadores observaram que as simulações realizadas em ambientes hospitalares (in situ) oferecem uma experiência mais próxima da realidade profissional, enquanto as simulações em centros universitários proporcionam um controle maior sobre as variáveis do ambiente.

As evidências coletadas demonstram que as simulações realísticas têm impacto significativo na formação de profissionais de saúde. Os participantes das simulações mostraram maior segurança ao realizar procedimentos, melhor capacidade de comunicação com pacientes e familiares, e maior habilidade na resolução de problemas clínicos complexos.

Implicações práticas

Com base nos resultados, os pesquisadores recomendam que:

  1. A proposta de simulação realística seja ampliada para outros cenários clínicos além da pediatria
  2. As simulações sejam incorporadas de forma estruturada nos currículos de graduação em enfermagem
  3. As simulações sejam utilizadas como ferramenta na educação permanente de enfermeiros já em atividade

Essa abordagem pode significativamente melhorar a qualidade do cuidado prestado às crianças, reduzir erros médicos e aumentar a confiança dos profissionais ao lidarem com situações emergenciais ou complexas.

Limitações e próximos passos

O paper não detalha limitações específicas da pesquisa ou próximos passos planejados. A revisão de escopo forneceu um panorama abrangente dos cenários de simulação existentes, mas não avaliou em profundidade a eficácia de cada tipo de simulação ou seu custo-benefício. Futuras pesquisas poderiam comparar diferentes métodos de simulação, avaliar o impacto a longo prazo nos resultados clínicos e analisar a viabilidade econômica da implementação de programas de simulação em diferentes instituições de saúde.

Quem são os pesquisadoresPerfil destilado da equipe por trás do paper

Quem são os pesquisadores

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), liderados por Carla Isabel Soares da Silva Melo. A equipe é composta por Tainá Martins da Silva Tomaz, Eveline Pinheiro Beserra, Raquel Alves de Oliveira, Débora Feitosa de França e Ana Carolina Maria Araújo Chagas Costa Lima.

O paper não detalha os papéis específicos de cada autor no estudo nem suas formações, experiências anteriores ou linhas de pesquisa específicas. Todos os autores estão vinculados à UFC, mas o material fornecido não especifica se são docentes, pesquisadores, discentes ou possuem outros cargos na instituição.

Os pesquisadores utilizaram metodologia de revisão de escopo, seguindo as recomendações do Joanna Briggs Institute e o checklist PRISMA-ScR, o que indica familiaridade com metodologias científicas rigorosas na área de saúde.

Leitura para gestão públicaComo esta pesquisa pode virar política

Inclusão obrigatória de programas de simulação realística como componente curricular nos cursos de graduação em enfermagem e na educação continuada de profissionais, com incentivos fiscais para instituições que adotem essas metodologias.

Quem, com quem,
e pra quê

Parceria entre universidades, hospitais, startups de healthtech e empresas de software para desenvolvimento de centros de simulação integrada e plataformas digitais, compartilhando infraestrutura, conhecimento e tecnologias.

4 direções estratégicas identificadas

  1. Startup

    Plataforma de Simulação Clínica Pediátrica

    Desenvolvimento de plataforma digital com cenários realistas de simulação em enfermagem pediátrica, interface intuitiva e integração com sistemas de gestão hospitalar

    Impacto alto · Healthtech
  2. Política Pública

    Política Nacional de Simulação Clínica na Saúde

    Implementação de programa nacional que padroniza e incentiva a utilização de simulações realísticas na formação de profissionais de saúde

    Impacto alto · Edtech
  3. Parceria

    Rede de Centros de Simulação Clínica do Ceará

    Consórcio entre universidades, hospitais e empresas para criação de centros de simulação compartilhados com foco em pediatria

    Impacto médio · Healthtech
  4. Produto Corporativo

    Software de Gestão de Simulações Clínicas

    Ferramenta para planejamento, execução e análise de cenários de simulação com recursos de inteligência artificial para avaliação de desempenho

    Impacto médio · Software