HealthtechUnifor22 de novembro de 2025

APLICABILIDADE DA SAÚDE DIGITAL NA REABILITAÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO FEMININO

Este paper da UNIFOR realiza uma revisão integrativa da literatura para analisar a aplicabilidade da saúde digital (SD) na reabilitação do assoalho pélvico feminino, focando no treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP). Conclui que a SD é aplicável e apresenta boa adesão, utilizando aplicativos e telerreabilitação orientada por profissionais, oferecendo uma solução acessível para incontinência urinária.

Inovação7/10
Aplicabilidade9/10
Potencial econômico9/10
MaturidadeMédia

Ideia de startup ou produto

Uma startup focada em uma plataforma de telerreabilitação pélvica personalizada, que conecte pacientes a fisioterapeutas especializados, ofereça programas de exercícios guiados por IA (com feedback visual/auditivo), monitoramento de progresso e lembretes. O modelo de negócio pode incluir planos de assinatura, integração com convênios médicos e venda de dispositivos complementares.

Aplicações práticas

Desenvolvimento de plataformas e aplicativos móveis para reabilitação pélvica feminina, permitindo o acompanhamento remoto por fisioterapeutas. Implementação de programas de telerreabilitação em clínicas e hospitais, ampliando o acesso e a adesão ao tratamento. Criação de módulos de educação e exercícios personalizados para pacientes com incontinência urinária.

Potencial de mercado

O mercado de saúde digital para reabilitação pélvica é promissor e em crescimento. A incontinência urinária afeta uma parcela significativa da população feminina, gerando uma demanda substancial por soluções acessíveis e convenientes. A digitalização permite escalar o atendimento, reduzir custos e alcançar pacientes em áreas remotas, com potencial de monetização via assinaturas, parcerias com planos de saúde e vendas B2B para clínicas.

Problema abordado

A dificuldade de acesso à reabilitação pélvica para incontinência urinária (IU) devido a barreiras geográficas ou de mobilidade, e a necessidade de fortalecer a musculatura pélvica de forma eficaz e acessível.

Metodologia

Revisão integrativa da literatura realizada entre maio e agosto de 2025, com levantamento de dados na PubMed e bases vinculadas. Utilizou a equação de busca “(ehealth) AND (women) AND (pelvic)”. Incluiu estudos clínicos randomizados publicados nos últimos 5 anos e gratuitos. Após triagem de 102 artigos, 5 compuseram a amostra final, comparando SD com sessões presenciais e analisando aplicativos específicos e programas de telerreabilitação.

Principais descobertas

A saúde digital é aplicável na reabilitação do assoalho pélvico feminino, com boa adesão das pacientes. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) foi utilizado em todos os estudos analisados, sendo eficaz quando orientado por profissionais de saúde através de aplicativos ou telerreabilitação. Foram analisados aplicativos como Tät® II e URinControl, e programas como teleGROUP.

Abstract originalIdioma e formato da publicação de origem

O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é a principal intervenção para incontinência urinária (IU), por fortalecer a musculatura pélvica. Por meio da saúde digital (SD), cidadãos podem acessar a reabilitação pélvica independentemente da sua localidade. Nessa perspectiva, realizou-se uma revisão integrativa da literatura para analisar a aplicabilidade da SD na reabilitação pélvica feminina. Realizou-se um levantamento de dados na PubMed e nas bases vinculadas com a equação de busca “(ehealth) AND (women) AND (pelvic)”, entre maio e agosto de 2025. Incluíram-se estudos clínicos randomizados publicados nos últimos 5 anos e gratuitos. Excluíram-se estudos focados na autogestão da bexiga, aqueles em que a IU foi ocasionada por outras patologias, os referentes a cirurgias ou a gestantes. Foram encontrados 102 artigos, mas, após a triagem, 5 compuseram a amostra. Foi comparado a SD com as sessões presenciais, analisados os aplicativos Tät ® II e URinControl, o programa teleGROUP e a telerreabilitação em grupo e avaliada a satisfação das pacientes. Nos 5 estudos o TMAP foi utilizado e a SD teve boa adesão. Logo, a SD é aplicável na reabilitação do assoalho pélvico feminino, por meio do TMAP orientado por profissionais da saúde a partir de aplicativos ou telereabilitação.

Matéria para leigosVersão editorial para divulgação pública

Para leigos: Saúde Digital: A nova aliada na reabilitação do assoalho pélvico feminino

O cenário atual

A incontinência urinária (IU) é uma condição comum que afeta muitas mulheres. Para tratar e prevenir esse problema, o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) é a principal intervenção, pois ajuda a fortalecer essa musculatura essencial. No entanto, o acesso a essa reabilitação nem sempre é fácil, dependendo da localização da mulher ou da disponibilidade de serviços.

É nesse contexto que a saúde digital (SD) surge como uma solução promissora. Ela permite que as pessoas acessem cuidados de saúde e informações de qualquer lugar, usando tecnologias como aplicativos e teleconsultas. Com a saúde digital, a reabilitação pélvica pode se tornar mais acessível e conveniente para as mulheres, independentemente de onde elas moram.

O que os pesquisadores fizeram

Para entender melhor como a saúde digital pode ser aplicada na reabilitação pélvica feminina, um grupo de pesquisadores da UNIFOR realizou uma revisão integrativa da literatura. Isso significa que eles analisaram e resumiram estudos já publicados sobre o tema para identificar as evidências existentes.

O levantamento de dados foi feito entre maio e agosto de 2025 nas bases de dados PubMed e em outras bases vinculadas. Eles usaram uma equação de busca específica para encontrar artigos relevantes: “(ehealth) AND (women) AND (pelvic)”.

Os pesquisadores incluíram estudos clínicos randomizados (um tipo de pesquisa considerada de alta qualidade), publicados nos últimos 5 anos e que estivessem disponíveis gratuitamente. Por outro lado, foram excluídos estudos que focavam na autogestão da bexiga, casos de incontinência urinária causados por outras doenças, pesquisas sobre cirurgias ou estudos que envolviam gestantes.

Inicialmente, foram encontrados 102 artigos. Após uma triagem cuidadosa, apenas 5 estudos foram selecionados para compor a amostra final da revisão.

Como funciona na prática

Nos 5 estudos analisados, os pesquisadores compararam a eficácia da saúde digital com as sessões presenciais de reabilitação. Eles investigaram diferentes abordagens de saúde digital, incluindo:

  • Aplicativos: Foram analisados aplicativos específicos como o Tät ® II e o URinControl.
  • Programas online: Um programa chamado teleGROUP também foi avaliado.
  • Telerreabilitação em grupo: Outra abordagem estudada foi a reabilitação pélvica realizada em grupo, mas à distância.

Em todos esses estudos, o treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) foi a técnica utilizada. Além disso, a satisfação das pacientes com as abordagens digitais foi um ponto avaliado.

Resultados e evidência

Os resultados da revisão integrativa foram positivos. Os pesquisadores observaram que, nos 5 estudos incluídos, a saúde digital (SD) teve uma boa adesão por parte das pacientes. Isso sugere que as mulheres estão abertas a utilizar a tecnologia para cuidar de sua saúde pélvica.

A conclusão principal é que a saúde digital é aplicável e eficaz na reabilitação do assoalho pélvico feminino. Essa reabilitação acontece por meio do TMAP, que pode ser orientado por profissionais da saúde usando ferramentas como aplicativos ou sessões de telerreabilitação.

Implicações práticas

Esta pesquisa aponta para um futuro onde a reabilitação pélvica pode ser mais acessível e flexível. Com a saúde digital, mulheres que vivem em áreas distantes ou que têm dificuldade de locomoção podem ter acesso ao tratamento necessário para a incontinência urinária. Isso democratiza o cuidado e oferece uma alternativa valiosa às sessões presenciais, ou mesmo um complemento a elas. Para os profissionais de saúde, significa ter novas ferramentas para orientar e acompanhar suas pacientes de forma mais ampla.

Limitações e próximos passos

É importante notar que este foi um estudo de revisão, o que significa que ele analisou pesquisas já existentes, e não realizou novos experimentos. A amostra final de apenas 5 artigos, embora selecionada por critérios rigorosos, é relativamente pequena. O paper não detalha as limitações específicas encontradas nos 5 estudos analisados, nem sugere quais seriam os próximos passos da pesquisa para aprofundar o tema. O foco da revisão foi a incontinência urinária, excluindo outras condições pélvicas ou casos relacionados a cirurgias e gestação.

Quem são os pesquisadoresPerfil destilado da equipe por trás do paper

Quem são os pesquisadores

Os autores deste estudo são Vitória Neíse Fontenele Teixeira, Camille Maria de Holanda Angelim Alves, Bianca Feitosa Holanda, José Luís Paiva de Mendonça Ferreira, Paulina Katrine Borges de Sousa Chaves, Bruna Raquel de Oliveira Costa, Cláudia Vaz Pupo de Mello, Ronikelson Rodrigues, Elenilton Nascimento de Sousa e Ana Virgínia Aragão Dantas Parente. Todos são vinculados à UNIFOR (Universidade de Fortaleza).

O paper não detalha as afiliações específicas de cada autor dentro da universidade, nem informa sobre suas trajetórias profissionais, formações anteriores, prêmios ou atuações fora deste estudo. Pelo abstract, todos atuaram como coautores na realização desta revisão integrativa da literatura.

Leitura para gestão públicaComo esta pesquisa pode virar política

O governo pode desenvolver políticas públicas para integrar a saúde digital na reabilitação pélvica ao Sistema Único de Saúde (SUS), subsidiando o acesso a plataformas e programas de telerreabilitação. Criação de diretrizes para a prática da fisioterapia pélvica remota e programas de capacitação para profissionais de saúde no uso de tecnologias digitais. Campanhas de conscientização sobre a incontinência urinária e as soluções digitais disponíveis.

Quem, com quem,
e pra quê

Parcerias entre a UNIFOR (ou outras universidades com expertise em fisioterapia e saúde digital) e empresas de tecnologia para desenvolver e validar novas ferramentas de telerreabilitação. Colaboração com clínicas de fisioterapia e hospitais para implementar e testar programas-piloto, coletar dados e aprimorar as soluções. Parcerias com planos de saúde para inclusão de serviços de reabilitação pélvica digital em seus pacotes.

4 direções estratégicas identificadas

  1. Startup

    Plataforma de Telerreabilitação Pélvica Inteligente

    Desenvolvimento de uma plataforma SaaS (Software as a Service) que oferece programas de reabilitação pélvica personalizados, acompanhamento remoto por fisioterapeutas, exercícios interativos com gamificação e monitoramento de progresso via sensores ou auto-relato. Foco na adesão e resultados.

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  2. Política Pública

    Programa Nacional de Acesso à Reabilitação Pélvica Digital

    Criação de um programa governamental que promova e subsidie o acesso a soluções de saúde digital para reabilitação do assoalho pélvico, visando reduzir a fila de espera e ampliar o alcance do tratamento para mulheres em todo o país, especialmente em áreas carentes de especialistas.

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  3. Parceria

    Consórcio de P&D em Saúde Digital para Fisioterapia Pélvica

    Formação de um consórcio entre a UNIFOR, outras instituições de pesquisa, empresas de tecnologia e clínicas de fisioterapia para desenvolver e validar cientificamente novas tecnologias (apps, wearables, IA) para a reabilitação pélvica, com foco em evidências e escalabilidade.

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  4. Produto Corporativo

    Módulo de Telerreabilitação para Clínicas de Fisioterapia

    Desenvolvimento de um módulo plug-and-play para softwares de gestão de clínicas de fisioterapia, permitindo que profissionais ofereçam e gerenciem programas de reabilitação pélvica remota, com agendamento, acompanhamento de pacientes e relatórios de progresso integrados.

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