SoftwareUFC31 de dezembro de 2025

Análise ergonômica do trabalho no setor de mineração: um estudo de caso sobre o posto de operador da ensacadeira

Estudo de caso realizado em uma mineração no Ceará identificou riscos ergonômicos críticos (REBA 11-13) no posto de operador de ensacadeira, evidenciando a necessidade urgente de intervenções tecnológicas como automação e dispositivos de elevação para mitigar lesões lombares e melhorar a produtividade.

Inovação5/10
Aplicabilidade9/10
Potencial econômico7/10
MaturidadeAlta

Ideia de startup ou produto

Desenvolvimento de um exoesquelesto passivo de coluna lombar ou um braço mecânico de suporte (cobótico) especificamente projetado para linhas de ensacamento de pequeno e médio porte, focando em custo-benefício para empresas de beneficiamento.

Aplicações práticas

Implementação de dispositivos de levantamento de carga, automação robótica do ensacamento (paletizadores), reengenharia do posto de trabalho e monitoramento contínuo de posturas via visão computacional.

Potencial de mercado

Alta demanda no setor de mineração e agroindústria por soluções que reduzam o passivo trabalhista e acidentes, com forte oportunidade para tecnologias de automação de baixo e médio porte adaptadas à realidade regional.

Problema abordado

Sobrecarga biomecânica e distúrbios osteomusculares em trabalhadores causados pelo manuseio manual de cargas de 25kg em alta frequência, associado a um ritmo de trabalho intenso condicionado pela máquina.

Metodologia

Análise Ergonômica do Trabalho (AET) baseada em observação direta, análise cronometrada com software Kinovea, avaliação postural quantitativa via método REBA e aplicação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares.

Principais descobertas

Existe uma discrepância significativa entre o trabalho prescrito e o real. 66% das atividades analisadas apresentam risco ergonômico alto ou muito alto, com destaque para flexões extremas do tronco. Os dados convergem para alta incidência de dor lombar e uso de medicação entre os operadores.

Abstract originalIdioma e formato da publicação de origem

Título: Análise ergonômica do trabalho no setor de mineração: um estudo de caso sobre o posto de operador da ensacadeira Autor(es): Almeida, Kézia Emanuela Silva de Abstract: The intensification of production processes in the mining sector has increased workers' exposure to biomechanical overloads and repetitive strain. This study aimed to conduct an Ergonomic Work Analysis (EWA) of the bagging machine operator workstation at a mining company located in Jaguaruana, Ceará. The methodology consisted of an applied case study based on direct observation, time-motion analysis using Kinovea software, postural assessment via the REBA (Rapid Entire Body Assessment) method, and the application of the Nordic Musculoskeletal Questionnaire. The results revealed a significant discrepancy between prescribed and actual work, with the operator subjected to high operational intensity conditioned by the pace of the bagging machine. Postural analysis showed that 66% of the analyzed activities present a high or very high ergonomic risk, with REBA scores reaching critical values of 11 and 13, particularly in postures of extreme trunk flexion during the handling of 25 kg loads. These findings converge with the reports of lower back pain identified in the Nordic Questionnaire and the frequent use of medication. It is concluded that there is an immediate need for ergonomic interventions, such as the implementation of load-lifting devices and the reorganization of break schedules, aiming to preserve the physical integrity and occupational health of the worker. Tipo: TCC

Matéria para leigosVersão editorial para divulgação pública

Para leigos: O risco escondido na ensacadeira: como a mineração afeta a saúde do trabalhador

O cenário atual

No setor de mineração, a intensificação dos processos produtivos é uma realidade. Essa pressão por maior produção aumenta a exposição dos trabalhadores a sobrecargas físicas e movimentos repetitivos. A busca pela eficiência pode, muitas vezes, ignorar os limites do corpo humano, gerando riscos à saúde.

O que os pesquisadores fizeram

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET). O estudo foi um estudo de caso em uma empresa de mineração localizada em Jaguaruana, no Ceará, com foco no posto de trabalho do operador da ensacadeira. A metodologia incluiu observação direta, análise de tempo e movimento usando o software Kinovea, avaliação postural pelo método REBA e a aplicação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares.

Como funciona na prática

O estudo identificou uma diferença grande entre o trabalho prescrito (o que deveria ser feito) e o trabalho real (o que é feito de fato). O operador é submetido a uma alta intensidade operacional, condicionada pelo ritmo da própria ensacadeira. Uma das atividades críticas envolve o manejo manual de cargas de 25 kg, o que exige flexões extremas do tronco por parte do trabalhador.

Resultados e evidência

Os dados revelaram que 66% das atividades analisadas apresentam risco ergonômico alto ou muito alto. As pontuações obtidas pelo método REBA atingiram valores críticos de 11 e 13, especialmente durante as posturas de extrema flexão do tronco. Esses resultados técnicos confirmam os relatos de dores na região inferior das costas e o uso frequente de medicamentos pelos trabalhadores, identificados no questionário.

Implicações práticas

A conclusão do estudo aponta para uma necessidade imediata de intervenções ergonômicas. O paper sugere a implementação de dispositivos para auxílio no levantamento de carga e a reorganização dos horários de pausa. O objetivo é preservar a integridade física e a saúde ocupacional do trabalhador, evitando lesões a longo prazo.

Limitações e próximos passos

O paper não detalha limitações específicas da metodologia utilizada ou propõe novas fases de pesquisa acadêmica. O foco da conclusão é a aplicação imediata das melhorias sugeridas, como a instalação de equipamentos de levantamento e a mudança na gestão das pausas para mitigar os riscos encontrados.

Quem são os pesquisadoresPerfil destilado da equipe por trás do paper

Quem são os pesquisadores

O estudo é de autoria de Almeida, Kézia Emanuela Silva de, vinculada à Universidade Federal do Ceará (UFC). Trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O paper não detalha a formação acadêmica específica da autora, outras afiliações institucionais ou sua trajetória profissional além do desenvolvimento desta pesquisa.

Leitura para gestão públicaComo esta pesquisa pode virar política

Fortalecimento das fiscalizações da NR-17 no setor extrativo cearense e criação de linhas de fomento para modernização ergonômica em pequenas minerações, visando reduzir custos do SUS com tratamento de LER/DORT.

Quem, com quem,
e pra quê

Cooperação técnica entre UFC (Departamentos de Engenharia Mecânica e Computação) e mineradoras locais para o desenvolvimento de protótipos de paletizadores compactos e sistemas de monitoramento biomecânico inteligente.

3 direções estratégicas identificadas

  1. Startup

    Cobot Assistente de Carga

    Startup focada em robótica colaborativa leve para auxílio no manuseio de sacas de 25kg em indústrias extrativas e de construção civil.

    Impacto alto · Robótica
  2. Produto Corporativo

    Sistema de Monitoramento Postural 4.0

    Solução de software baseada em IA (Visão Computacional) que utiliza câmeras para alertar em tempo real sobre posturas de risco (REBA alto) em chão de fábrica.

    Impacto médio · Inteligência Artificial
  3. Política Pública

    Programa de Saúde Ocupacional Minerária

    Iniciativa governamental para certificação ergonômica de mineradoras, incentivando a substituição de processos manuais críticos por métodos automatizados.

    Impacto médio · Govtech